Jesus ainda entra no templo
Houve um dia em que Jesus entrou no templo…
E, ao invés de silêncio reverente, encontrou ruído de comércio.
Ao invés de oração, encontrou negociação.
Ao invés de pastores, encontrou lobos.
A denúncia foi dura e pública:
“Minha casa será chamada casa de oração, mas vós a transformastes em covil de salteadores.”
Não era apenas sobre mesas e moedas.
Era sobre intenções.
Era sobre usar o sagrado para alimentar o ego, o poder e o lucro.
Quando a casa de Deus vira palco, o púlpito vira balcão.
Quando a fé vira mercadoria, o altar vira vitrine.
Quando o nome de Deus é usado para explorar, manipular e controlar, já não há culto — há saque.
Lobos não entram no templo para adorar; entram para devorar.
E salteadores não cuidam do rebanho; apenas contam ganhos.
Mas Jesus não veio só denunciar.
Ele também pronunciou o que a casa de Deus deve ser.
Primeiro, casa de oração — não de performance.
Lugar onde o céu é buscado antes de ser anunciado.
Onde se chora mais do q...
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