O cristão e a remissão do tempo
A Escritura nos adverte com sobriedade: “remindo o tempo, porque os dias são maus” (Ef 5.16). Não se trata apenas de administrar horários, mas de discernir o valor espiritual de cada instante. O tempo, na perspectiva bíblica, é dom e responsabilidade. Ele escorre como areia entre os dedos, e cada grão perdido é uma oportunidade não vivida para a glória de Deus e o bem do próximo.
Ainda assim, quantos cristãos vivem como se o tempo fosse infinito? Acordam, dormem, consomem conteúdos, repetem rotinas, mas raramente param para perguntar: o que estou fazendo com os dias que Deus me confiou? Vivemos na era da distração contínua. Nunca se produziu tanto ruído, nunca se desperdiçou tanto tempo. A mente saturada, o coração disperso, a alma anestesiada.
A Bíblia não romantiza o tempo; ela o trata com urgência. Os dias são maus — não apenas por causa da violência ou da injustiça, mas porque o mal se infiltra sorrateiramente na banalização da vida. Quando o cris...
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