A saga dos Pecados de Estimação
Nem toda prisão tem grades visíveis.
Algumas são confortáveis, silenciosas e até acariciadas. Chamam-se pecados de estimação.
São aqueles pecados que não escandalizam, não fazem barulho, não causam vergonha pública. Pelo contrário: convivem conosco como velhos conhecidos. Nós os alimentamos, justificamos e protegemos. Dizemos: “não é tão grave”, “todo mundo faz”, “eu consigo controlar”. E assim, sem perceber, passamos a amar aquilo que lentamente nos escraviza.
A Escritura é clara: “Cada um é tentado pela sua própria concupiscência, quando esta o atrai e seduz” (Tiago 1:14). Não é o diabo que precisa gritar; basta a carne sussurrar. A concupiscência não força, ela convence. Não empurra, ela seduz. E quando cedemos repetidamente, o pecado deixa de ser um visitante e passa a ser um morador.
O perigo dos pecados de estimação é que eles criam uma falsa sensação de liberdade. A pessoa acha que escolhe, quando na verdade já está condicionada. A prisão não ...
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