Jesus o Verbo Encarnado é a hermenêutica da eternidade.
Antes que a Palavra fosse escrita em tábuas, pergaminhos ou rolos, ela já existia em forma de Pessoa. O Verbo se fez carne — e, ao habitar entre nós, passou a ler a Escritura não como um mero intérprete, mas como o seu próprio cumprimento. Jesus não apenas citava a Palavra; Ele a encarnava. Sua leitura era viva, missional, redentora.
Nos desertos da tentação, quando a fome gritava e o inimigo sussurrava atalhos, Jesus abriu a Escritura e respondeu: “Está escrito”. Ali, Ele ensinou que a Palavra não é ornamento para tempos fáceis, mas espada para dias de confronto. A Escritura, na boca do Verbo, tornou-se resistência santa.
Nas sinagogas, Ele leu Isaías e ousou dizer: “Hoje se cumpriu esta Escritura”. A leitura de Jesus não era arqueológica, mas escatológica. Ele não falava de um texto antigo, mas de um agora salvador. Onde os ouvintes viam promessas distantes, Jesus revelava presença imediata.
No Sermão do Monte, Ele leu a Lei...
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