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Pacientes que fazem uso da rede pública de saúde em Fortaleza relatam que há falta de medicamentos e dificuldade para conseguir atendimento médico em policlínicas e postos de saúde da capital. As queixas envolvem desde a ausência de remédios de uso contínuo até a falta de profissionais para consultas. Um dos casos é o da irmã de Áurea Beatriz Gonçalo, que faz uso diário de cinco medicamentos para tratar esquizofrenia, TDAH, transtorno borderline e epilepsia. Há mais de um mês, ela está sem a olanzapina de 10 miligramas, considerada essencial para o controle das crises. “Essa medicação dela é importante para controlar as crises dela de esquizofrenia. Se ela não tomar ele, ela pode a qualquer momento ter uma crise. Do nada, ela está aqui de boa, tranquila, quando desce, ela tem uma crise”, afirmou Áurea Beatriz Gonçalo, do lar. Segundo ela, ao buscar informações na Policlínica Dr. José Eloy, no bairro Bonsucesso, onde recebe os medicamentos, a resposta é recorrente: não há previsão de ...

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