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Solitude, olhando sistemicamente, é diferente de solidão. A solidão pode vir da falta, do rompimento, do não pertencimento. A solitude pode nascer de presença. Na visão sistêmica, a solitude pode ser um movimento maduro de quem começa a ocupar o próprio lugar sem precisar se perder no outro. Ela pode representar: reconexão consigo; saída de emaranhamentos relacionais; pausa para ouvir o próprio movimento interno; fortalecimento do eu sem romper com o pertencimento. Sistemicamente, a solitude pode ser quando alguém deixa de buscar no outro o preenchimento de vazios antigos e começa a se sustentar internamente. Mas há uma delicadeza importante: às vezes o que chamamos de solitude pode ser defesa — retraimento por dor, exclusão ou medo de vínculo. E aí o campo pede discernimento. Uma reflexão possível: Quando a solitude é saudável, ela não é isolamento. É encontro. É o momento em que a pessoa pode dizer: “Eu pertenço, mesmo quando estou só.” Isso é muito profundo sistemicamente. ...

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