Você está vivendo — ou só deixando o tempo passar?
Essa pergunta me assustou quando eu me deparei com ela pela primeira vez.
Porque a resposta honesta era: estava deixando passar.
Acordava. Trabalhava. Dormia. Repetia. Sem parar para perguntar se era isso que eu queria. Sem escolher nada de verdade.
Heidegger chamava isso de “viver no modo automático” — quando a vida acontece com você, mas não por você. Quando você está presente fisicamente, mas ausente de verdade.
E o pior: isso não dói de imediato. Dói anos depois, quando você olha para trás e percebe que não consegue identificar um único momento em que realmente escolheu.
Sêneca escreveu sobre isso no ano 49 d.C. — há quase 2.000 anos. E o que ele disse ainda corta:
“Não é que tenhamos pouco tempo. É que desperdiçamos muito.”
O tempo não é roubado. Ele é doado. Para opiniões que não importam. Para trabalho sem sentido. Para telas. Para o que os outros esperam de nós.
Heidegger tinha uma solução radical: pensar na própria mor...
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