Eu sempre olho pra esses espaços debaixo de viadutos com um outro tipo de leitura…
Não é que eles não deveriam existir. Em muitos casos, esse vazio é necessário por uma questão estrutural, técnica, de implantação. A cidade precisa disso. Mas o problema nunca foi o vazio em si… é o abandono dele.
Quando um espaço existe e não tem uso, alguém vai dar um uso pra ele. E quase sempre não é o melhor.
O que eu proponho é outra lógica:
Entender esses vazios urbanos como oportunidade. Não pra ocupar tudo, mas pra qualificar o que já existe. Se metade desses espaços fossem ativados com quadras, áreas de convivência, pequenas praças de alimentação, espaços culturais… a gente já mudaria completamente a dinâmica de muitas áreas consideradas “inúteis” na cidade.
E isso não é só sobre arquitetura. É sobre criar movimento onde hoje só existe passagem e vazio. Fazer com que a comunidade se reconheça naquele lugar, use, cuide, permaneça. Quando tem gente, tem vida. Quando tem vida, o espaço respond...
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