Pela primeira vez neste século, a área de milho da União Europeia deve cair abaixo de 8 milhões de hectares em 2026, segundo análises da Expana e da Argus Media divulgadas pela Reuters e pela Forbes Agro.
O motivo? A disparada nos custos de fertilizantes nitrogenados e energia, pressionados pelo conflito no Oriente Médio, tornou o milho — cultura intensiva em insumos — pouco atrativo frente a alternativas como girassol e soja.
Os números do recuo:
• França: queda de 10% a 15% na área de milho em grão
• Itália: de 541 mil para cerca de 480 mil hectares
• Polônia e Espanha: reduções de 9% e 11%
O que isso significa para o Brasil?
Menor oferta europeia abre espaço para o milho brasileiro nos mercados internacionais, sustentando preços e fortalecendo a posição do produtor nacional. Com a safrinha em andamento e logística aquecida nos portos, o cenário externo joga a favor do agro brasileiro em 2026.
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