Nos últimos anos, surgiu no Brasil uma proposta — e em alguns lugares já implementada — de criar uma pensão para filhos de mulheres vítimas de feminicídio.
A ideia, à primeira vista, carrega um forte apelo social: o Estado assume uma responsabilidade mínima diante de uma tragédia extrema, oferecendo suporte financeiro a crianças que perderam a mãe de forma violenta.
No entanto, apesar da intenção legítima, essa medida também levanta questionamentos importantes e aspectos negativos que precisam ser discutidos com cuidado.
Um dos principais pontos críticos é o risco de se tratar a vida humana dentro de uma lógica de compensação financeira. Nenhum valor mensal é capaz de reparar a ausência de uma mãe, especialmente em contextos onde ela era o principal vínculo afetivo, educacional e emocional da criança.
Existe o perigo de a política pública passar uma mensagem implícita de que o dano pode ser “amenizado” com dinheiro, quando, na realidade, o impacto é irreparável.
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