Nas favelas onde o crime organizado dita regras, a vida de muitas meninas é atravessada por limites que não foram escolhidos por elas. Existe um código invisível, mas extremamente rígido, que define o que pode ou não ser feito — com quem sair, onde ir, como se comportar.
Quando esse “manual” é quebrado, as consequências costumam ser duras e, muitas vezes, violentas.
Casos em que meninas são agredidas por frequentarem bailes de áreas consideradas rivais ou por tomarem decisões que desagradam seus companheiros dentro do crime revelam uma realidade marcada por controle e opressão.
Não se trata apenas de ciúmes ou conflitos pessoais, mas de uma lógica de poder onde o corpo e a liberdade dessas jovens são vistos como extensão da autoridade masculina e territorial.
Nesse contexto, a violência acaba sendo usada como forma de “correção”, como se fosse um mecanismo legítimo para impor respeito ou reafirmar domínio.
O problema é que isso reforça um ciclo silencioso de medo, onde muitas me...
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