O Brasil, líder global nas exportações de carne bovina, se aproxima de um ponto crítico no comércio com a China. Só no primeiro trimestre, já foram mais de 510 mil toneladas embarcadas, cerca de 46% da cota anual. As projeções mais recentes indicam que esse volume já ultrapassou 65%, acelerando o risco de atingir o limite antes do previsto.
E o problema não é apenas volume, é custo. Tudo que exceder a cota passa a enfrentar uma tarifa de 55%, o que, na prática, inviabiliza novas operações dentro desse fluxo comercial. Considerando que a China absorveu 1,68 milhão de toneladas no último ano, o impacto é direto e relevante para toda a cadeia.
Diante desse cenário, o excedente precisa encontrar novos destino e os Estados Unidos ganham protagonismo nesse reposicionamento, impulsionados por uma reaproximação diplomática recente. Ainda assim, essa transição não acontece sem fricção e perdas.
A expectativa do setor já aponta para uma desaceleração no ritmo de abates, o que pode limitar o a...
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