US$ 39 trilhões de dívida.
US$ 1 trilhão por ano só em juros.
US$ 12 trilhões para rolar nos próximos 18 meses.
Esse é o problema central da dívida americana hoje.
O mercado costuma olhar para o tamanho da dívida, mas o risco mais importante está no calendário. A dívida não vence toda de uma vez. Ela vence em blocos. E quando esses blocos chegam, o Tesouro precisa refinanciar.
A parte emitida em juros baixos durante a era COVID agora volta para o mercado em outro mundo.
Antes, o governo rolava dívida a 0%, 1%, 2%.
Agora precisa rolar a 4%, 5%.
A conta muda inteira.
O Japão ainda é o maior credor estrangeiro dos EUA, com mais de US$ 1 trilhão em Treasuries. Só que o Japão também está sob pressão. Quando o USDJPY ameaça romper 160, o BOJ intervém para defender o yen. Para vender dólar, precisa ter dólar. E uma das fontes é Treasury americano.
Ou seja, o maior credor estrangeiro dos EUA pode virar vendedor sempre que precisar defender a própria moeda.
A China também reduziu pos...
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