Em 1975, um pesquisador de Harvard sentou mães na frente dos bebês e pediu que elas ficassem de rosto parado por dois minutos. Em segundos, o bebê fazia de tudo pra reconectar. Quando não conseguia, desistia e virava o corpo pro lado.
Esse reflexo não some com a idade. Ele vira a mulher que congela numa discussão, que trava na hora de dizer não, que sai de uma ligação com a mãe carregando uma culpa que nem sabe de onde veio.
A parte incômoda é essa: entender isso não conserta. Você pode saber de cor a história da sua infância e ainda assim atender o telefone com a mesma voz de sempre. O que muda o corpo é praticar, um limite pequeno por dia, até ele aprender que se posicionar não custa o amor de ninguém.
Salva esse post pra reler num domingo difícil e manda pra aquela amiga que vira outra pessoa depois de uma visita à mãe.
Me conta nos comentários: qual foi a última vez que você engoliu um não que queria dizer?
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