A história da volatilidade não é uma linha reta.
É uma evolução lenta, cheia de correções, onde o mercado foi obrigando a matemática a ficar menos ingênua.
Primeiro, a volatilidade era tratada como constante.
Um número limpo, elegante, confortável.
Depois veio o choque: ela mudava no tempo.
Com ARCH e GARCH, a volatilidade deixou de ser estática e virou condicional. O mercado mostrou que dias nervosos puxam dias nervosos, que choques deixam rastro e que risco tem memória.
Depois veio outra camada: assimetria.
EGARCH e GJR-GARCH colocaram o medo dentro da equação. Porque queda e alta não carregam o mesmo peso. Uma queda de 3% não “vale” o mesmo que uma alta de 3%. O mercado não reage à direção, reage ao impacto.
Então Heston deu mais um passo: a volatilidade virou um processo próprio. Não era só uma variável do preço. Era uma fonte de risco por si só.
O mercado de opções foi além e mostrou que não existia “a volatilidade”. Existia uma superfície inteira: por strike, por vencimen...
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