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O problema do futebol brasileiro não é apenas qualitativo. É quantitativo. Passamos anos discutindo como formar melhores atletas, mas estamos ignorando uma questão ainda mais grave: cada vez menos jovens estão jogando futebol. Quando a base da pirâmide encolhe, todo o sistema enfraquece. Menos crianças jogando significa menos oportunidades, menos diversidade de talentos, menos competitividade e menos desenvolvimento no longo prazo. O Brasil continua sendo reconhecido como um dos maiores produtores de talentos do mundo, mas estamos sustentando essa reputação sobre uma base cada vez mais frágil. Sem acesso, sem espaços para jogar, sem integração entre escola, comunidade e clubes, o funil deixa de selecionar talentos e passa a excluir potenciais atletas antes mesmo que eles tenham a chance de competir. Se queremos um futebol mais forte no futuro, precisamos voltar a fomentar o jogo. Popularizar novamente a prática esportiva, ampliar o acesso e criar um ciclo virtuoso que fortaleça to...

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