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Quando a psique é atravessada por rupturas como luto, separação ou transições de ciclo , o “transbordamento” emocional precisa encontrar uma via de descarga. Se essa via não é a palavra ou a elaboração simbólica, ela se torna o sintoma físico. A palpitação, o tremor e a sensação de asfixia são, sob essa ótica, um convite para que a pessoa pare de olhar para fora e comece a olhar para dentro, para o processo de luto ou para a perda que ainda não foi devidamente nomeada. Como profissional da área, sei que o desafio maior em consultório é justamente esse: realizar a transição do “eu sinto que vou morrer” (o pânico da angústia) para o “eu sinto que perdi algo ou alguém” (a dor da perda). É o momento em que transformamos o sintoma em questão, permitindo que o paciente saia do estado de alerta para o de elaboração. Essa abordagem não apenas alivia o sofrimento imediato, mas confere um novo sentido à experiência, integrando a dor como parte da história de vida e não como um erro biológico a ...

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