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Uma jovem sai de casa para viver uma experiência de aventura.
Familiares se despedem acreditando que ela voltará.
Amigos fazem planos para o futuro.
Profissionais seguem protocolos que deveriam garantir segurança.
Mas, em questão de segundos, tudo muda.
A morte repentina de Maria Eduarda nos confronta com uma verdade difícil de aceitar: não controlamos tudo.
Na perspectiva psicanalítica, buscamos constantemente criar uma sensação de previsibilidade para reduzir nossa angústia diante da fragilidade humana. Planejamos, organizamos, calculamos e acreditamos que isso será suficiente para nos proteger do sofrimento.
Mas a vida, por vezes, rompe nossas certezas.
E quando isso acontece, não sofre apenas quem parte.
Sofrem os pais que agora convivem com o silêncio da ausência.
Sofrem os familiares que se perguntam como continuar.
Sofrem os amigos que carregam lembranças e sonhos interrompidos.
Sofrem aqueles que participaram da atividade e precisarão lidar com a dor, o choque, a culp...
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