facebook pixel
Hoje cedo o BC tentou colocar verniz técnico numa decisão que continua difícil de defender. No último Copom, cortaram a Selic pela terceira vez seguida, para 14,25%, mesmo com a inflação acima do teto, projeções voltando a subir e risco inflacionário ficando mais torto para o lado errado. A ata reconheceu isso pela primeira vez de forma mais clara: o risco para a inflação está assimétrico para cima. Ou seja: o próprio Banco Central admite que a chance maior é a inflação surpreender para cima. E, ainda assim, escolheu cortar juros. A explicação foi empurrar o horizonte para o fim de 2027 e dizer que a trajetória de juros já estava em linha com o que o mercado esperava, como se a função do BC fosse não gerar ruído na curva, e não entregar inflação na meta. Esse é o ponto que incomoda. Quando a autoridade monetária precisa alongar o prazo da convergência para fazer a decisão caber no discurso, não é só política monetária. É credibilidade sendo gasta. A ponta curta até aceitou a ata se...

 1.6k

 106

    Suggested Credits
    Tags, Events, and Projects