Em 1962 uma calculadora de mesa era apresentada como máquina pensante. Nos anos 90, inteligência era vencer o campeão mundial de xadrez, até o Deep Blue vencer e todo mundo decidir que xadrez era só força bruta computacional. Depois inteligência virou reconhecer rosto, traduzir idioma, dirigir carro. Cada vez que a máquina alcança o alvo, o alvo muda de lugar e a conquista vira ferramenta banal.
O LLM está exatamente nesse ciclo. Hoje é tratado como super inteligência, oráculo, ameaça existencial. Daqui alguns anos vai ser encarado como a calculadora: útil, presente em tudo, zero mística. E quem construiu negócio em cima da mística, não da utilidade, vai junto.
Enquanto isso o termo IA foi sequestrado pelo marketing. Qualquer chatbot com API conectada vira “solução revolucionária de inteligência artificial”, vendida por gente que não sabe apontar num diagrama onde o LLM mora dentro do campo. O campo é gigante, tem décadas de pesquisa, dezenas de famílias de modelos. O chatzinho é o c...
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