Você assiste um jogo da NBA e parece simples. A câmera segue a bola, corta pro craque, pega o dunk em câmera lenta.
Nos bastidores, é uma operação enorme.
Uma arena da NBA tem entre 20 a 30 câmeras em posições estratégicas. Laterais, atrás dos aros, no teto, no nível da quadra. Cada uma com uma função específica.
Os câmeras que acompanham a jogada principal usam teleobjetivas pesadas e ficam nas laterais. O trabalho é físico, eles movem o corpo inteiro pra acompanhar o movimento em tempo real. Não tem automação nisso. É feeling, experiência e reflexo.
Na cabine, um diretor decide em frações de segundo qual imagem vai ao ar. Ele alterna entre câmeras fixas e móveis dependendo do momento. Um arremesso, um corte, uma reação no banco, tudo tem uma câmera certa.
Desde 2016 a NBA usa o Second Spectrum, câmeras de alta velocidade no teto que rastreiam a posição de cada jogador e da bola 25 vezes por segundo. É o que alimenta todas as estatísticas avançadas que você vê nas transmissões.
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