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Quando a tenista britânica Emma Raducanu reconheceu, na arquibancada de um torneio em Dubai, o homem que a perseguia de forma obsessiva, ela interrompeu a partida, se escondeu atrás da cadeira do árbitro e só conseguiu continuar quando ele foi retirado do local. Essa foi uma reação a um trauma que não pede permissão para chegar, ele faz o corpo agir antes que a mente consiga explicar… o coração acelera, a respiração fica ofegante, o medo toma conta e as reações já não são naturais. E isso não é escolha, é instinto de sobrevivência diante de uma marca deixada por uma experiência que ultrapassou a capacidade de proteção daquele momento. Que essa história nos convide a um exercício de humanidade: trocar o julgamento pela empatia e lembrar que toda reação intensa tem uma memória que quase nunca é visível. Curar um trauma não significa apagar o passado, mas ensinar o corpo que ele pode voltar a habitar o presente sem viver como se o perigo ainda estivesse à espreita. Lembre-se: muitas vezes...

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