A maior dívida do planeta passou décadas parecendo irrelevante. Não porque deixou de existir, mas porque o dinheiro era praticamente gratuito.
Agora esse regime acabou. O Japão voltou a conviver com inflação, o Banco do Japão está elevando os juros, os yields de longo prazo dispararam e, pela primeira vez em muitos anos, o mercado voltou a precificar o custo real de carregar uma dívida superior a 200% do PIB.
O impacto vai muito além do Japão. O fim do juro zero mexe com o iene, desmonta parte do carry trade global, altera fluxos internacionais de capital e influencia o custo de financiamento do mundo inteiro. Inclusive de mercados emergentes como o Brasil.
A grande pergunta já não é se a dívida japonesa é alta. Ela sempre foi. A pergunta é: o que acontece quando a maior dívida do mundo deixa de ser financiada a custo quase zero?
Essa pode ser uma das histórias macroeconômicas mais importantes desta década.
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