Quando se fala em adoção no Brasil, a imagem que vem à cabeça é a de crianças esperando por alguém que as queira. Mas os números contam outra história: há muito mais gente na fila para adotar do que crianças à espera de uma família.
Se sobram pretendentes, por que tantas crianças seguem sem ninguém?
A resposta está num filtro silencioso, quase invisível, que separa quem é "desejado" de quem é deixado de lado. Um filtro feito de biologia, herança histórica e desigualdade, e é ele que ajuda a entender por que algumas crianças passam anos numa fila que, no papel, nem deveria existir.
Fonte:
Glocker, M. et al. Baby schema modulates the brain reward system in nulliparous women.
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Publicado originalmente em: 27/04/2026