Kirkland & Ellis, um dos maiores escritórios de advocacia do mundo, acabou de anunciar que vai construir a própria inteligência artificial. Infraestrutura própria, contratação de engenheiros e especialistas em IA, tudo dentro de casa.
Não é um movimento isolado. Anos atrás, a Allen & Overy lançou o Fuse; a Hogan Lovells montou uma empresa de tecnologia para desenvolver dentro do escopo jurídico. O que mudou agora é a postura.
Durante muito tempo, a advocacia grande esperou para ver: “deixa eu observar o que o vizinho faz e, se der certo, eu adoto”. Esse tempo passou. Hoje os grandes correm na frente e tentam se diferenciar pela tecnologia, em vez de copiá-la depois.
E isso tem uma consequência direta no modelo de negócio. Quando a IA entrega mais rápido e com mais eficiência, cobrar por hora deixa de fazer sentido. O escritório que ainda vende tempo vai precisar explicar por que o tempo passou a valer menos.
Para quem lidera um escritório ou um departamento jurídico, a pergunta não...
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