Mato Grosso ainda administra sofrimento mental com fila, contenção, internação e polifarmácia — sem apresentar métricas públicas de recuperação.
As internações por transtornos mentais cresceram 37% entre 2021 e 2023. As mortes por lesões autoprovocadas aumentaram 20,8% no mesmo período. E a resposta política continua atrasada, hospitalocêntrica e intelectualmente preguiçosa.
Governador, secretários, deputados e prefeitos: quantos pacientes recuperam autonomia? Quantos são reinternados? Quantos abandonam o tratamento? Quantos passam anos sedados, acumulando diagnósticos e prescrições, sem reconstruir a própria vida?
Enquanto Mato Grosso repete protocolos do século passado, a Eli Lilly — uma das maiores farmacêuticas do planeta e dona do Mounjaro — decidiu pagar até US$ 3,8 bilhões por uma empresa que desenvolve terapias baseadas em psicodélicos e neuroplasticidade.
Não é recreação. Não é misticismo. Não é apologia ao uso irresponsável.
É pesquisa clínica avançada para depressão res...
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