Ela não pediu permissão.
Pegou a espada porque o silêncio já doía demais.
Joana D’Arc atravessou séculos
com a armadura colada na alma
e o olhar fixo no que ainda não existia:
a liberdade de uma mulher que decide
quando, como e por quem vai lutar.
Hoje somos duas.
Duas mulheres armadas.
Não de ódio.
De responsabilidade.
De dignidade.
De uma certeza antiga e atual:
nunca mais ser vítima.
Uma carregava a bandeira da França.
A outra carrega a própria vida nas mãos.
Ambas sabem:
a força não grita.
A força segura firme
e caminha em silêncio.
Que o nome dela continue vivo
em cada mulher que escolhe
não se ajoelhar.
Joana ainda marcha.
E nós marchamos com ela.
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