Ser uma mulher bélica não é apenas uma questão de força física ou de empunhar uma arma. É, antes de tudo, uma postura da alma.
Eu caminho com a consciência de que nem todos os espaços me pertencem, e que nem todos os círculos merecem minha presença. Há uma linha sutil, quase invisível, que separo com delicadeza e firmeza: de um lado, a leveza das conversas superficiais; do outro, a densidade de quem carrega história, responsabilidade e fogo interior. Não se trata de arrogância, mas de soberania. Misturar-se, às vezes, significa diluir-se. E eu não vim ao mundo para me dissolver.
“Você é intensa demais”, já me disseram, com aquele misto de admiração e desconforto. Sorrio, serena. “Intensa? Talvez. Ou apenas inteira.” Porque ser bélica é recusar o recorte que o mundo tenta fazer em nós — aquela versão mais palatável, mais conformada, mais “fácil de conviver”. Eu não nasci para caber em moldes que diminuem. Nasci para defender o que amo: minha dignidade, minha família, meus princípios, mi...
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