O avanço na regulamentação do Combustível Sustentável de Aviação (SAF) posiciona o complexo sucroenergético e a agroindústria de processamento de milho como protagonistas da transição energética global. A rota tecnológica Alcohol-to-Jet (AtJ), que converte biocombustíveis em bioquerosene de aviação, desponta como uma das alternativas de maior escalabilidade industrial frente aos limites de oferta observados na rota HEFA (baseada no refino de óleos vegetais e gorduras animais).
Os vetores técnicos e econômicos que fundamentam esse posicionamento estratégico incluem:
Intensidade de Carbono (CI) Competitiva: O etanol brasileiro — derivado de cana-de-açúcar e milho de segunda safra — apresenta uma das menores pegadas de carbono na análise do ciclo de vida (Well-to-Wake). Essa vantagem estrutural garante compliance direto com os rigorosos critérios de descarbonização do CORSIA (ICAO) e da regulamentação europeia (ReFuelEU Aviation).
Liquidez de Feedstock e Previsibilidade: Diferente de m...
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