A análise não é um espaço para validar as minhas crenças, e sim para compreender a história do paciente.
O paciente pode falar sobre religião, espiritualidade, política ou qualquer outro tema. Tudo isso pode e deve ser acolhido com respeito e sem julgamento. Mas as minhas convicções pessoais não entram no setting analítico.
Quando o terapeuta transforma a sessão em um lugar de concordância permanente, existe o risco de a análise perder sua principal função: provocar reflexão. Muitas vezes, o crescimento acontece justamente quando somos confrontados com um olhar diferente, capaz de ampliar nossa percepção sobre nós mesmos.
Respeitar todas as crenças também é um compromisso ético. Afinal, um analista não está ali para formar seguidores, mas para oferecer um espaço seguro onde cada pessoa possa elaborar seus próprios conflitos e construir seu próprio caminho.
E você, concorda que a terapia deve ser um espaço de escuta, e não de convencimento? Deixe sua opinião nos comentários e compar...
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