O mercado vive repetindo uma frase: o dinheiro sempre procura o ativo e a moeda que oferecem a melhor relação entre risco e retorno.
Quando até o emissor da própria moeda passa a buscar financiamento em moedas mais fortes, vale fazer uma pergunta incômoda: por que você mantém a maior parte do seu patrimônio concentrada justamente na moeda sobre a qual você não tem nenhum controle?
Isso não significa abandonar o real. Significa entender que concentração cambial também é risco. Seu salário pode ser em real, suas despesas podem ser em real, mas seu patrimônio não precisa depender exclusivamente dele.
Toda moeda perde poder de compra ao longo do tempo. A diferença está na velocidade com que isso acontece e na confiança que o mercado deposita nela. Quem ignora esse risco costuma descobrir o custo apenas anos depois, quando percebe que trabalhou para acumular uma moeda que compra cada vez menos ativos, empresas e patrimônio.
Diversificar não é apostar contra o Brasil. É reconhecer que o ...
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