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Carl Jung via o amor não apenas como um sentimento, mas como uma força transformadora essencial. Para ele, amar exige coragem e autoconhecimento, pois é um caminho que nos obriga a confrontar nossas próprias sombras, abandonar a necessidade de controle e amadurecer a consciência. Jung defendia que onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, o amor falta. Relações baseadas em controle, submissão ou posse não são expressões reais de afeto. Amar não é encontrar alguém perfeito, mas ter a capacidade de ver e acolher o outro em sua totalidade (luz e sombra), aceitando o parceiro por quem realmente é, sem tentar consertá-lo ou mudá-lo. Frequentemente, nos apaixonamos ou atraímos parceiros que representam partes inconscientes de nós mesmos (nossas projeções). Jung ensinava que é impossível vivenciar um amor saudável se antes não houver um trabalho interior para curar as próprias feridas e integrar a própria psique. O amor verdadeiro exige lealdade, responsabilida...

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