facebook pixel
Enquanto a gente ainda discute se a IA vai “substituir o advogado”, um Estado inteiro respondeu de forma muito mais profunda na prática. Abu Dhabi entregou pra IA a preparação de cada decisão judicial (leitura dos autos, pesquisa, precedente, minuta) e deixou com o juiz o que é de fato insubstituível: decidir. Agora, existe um ponto cego que a maioria das pessoas não gosta de encarar: tudo depende de como a IA utilizada foi treinada. Uma IA treinada na jurisprudência passada aprende a repetir o viés do passado. Eficiência sem transparência e governança é um risco: tem cara de modernização, mas embala o erro de ontem numa decisão automática de amanhã. Isso já foi inclusive visto no dossiê publicado pela Pro Publica há 10 anos em relação ao algoritmo COMPAS utilizado por juízes nos EUA. Já temos visto algumas situações de uso de IA no Judiciário brasileiro também. No entanto, não foi feito de forma transversal como proposto em Abu Dhabi. Sendo assim, a advocacia agora precisa prepar...

 48

 2

    Suggested Credits
    Tags, Events, and Projects