A pior coisa que aconteceu com o varejo foi convencer uma geração inteira de que investir é seguir alguém.
Primeiro era seguir o “tubarão”. Depois o “market maker”. Agora o “fluxo gringo”. O roteiro muda, mas a mentalidade continua exatamente a mesma: “eu não sei o que estou fazendo, então vou copiar quem eu imagino que saiba”.
O problema é que esse “fluxo gringo” quase nunca é fluxo gringo. É um proxy extremamente imperfeito construído sobre a corretora executora, não sobre o investidor final. Você não observa quem comprou, por que comprou, qual o mandato, horizonte, hedge, arbitragem ou estratégia. Observa apenas por onde a ordem passou. O resto é imaginação.
E mesmo quando essa hipótese é colocada na única coisa que realmente importa, dados, ela praticamente não explica nada. Um R² próximo de zero deveria encerrar a discussão. Mas, no mercado financeiro, narrativa costuma sobreviver muito mais tempo do que evidência.
O mais curioso é o fetiche do varejo por transformar qualquer ...
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