O futebol brasileiro tem uma ameaça silenciosa, e ela não está dentro do campo.
A tecnologia está mudando a forma como nossas crianças e adolescentes ocupam o tempo, se divertem e buscam reconhecimento.
Hoje, uma criança pode passar horas no celular, no videogame, nas redes sociais, recebendo recompensas instantâneas: uma vitória, uma curtida, uma visualização, um novo nível.
Enquanto isso, o futebol exige outra lógica.
É preciso sair de casa. Treinar. Errar. Perder. Tentar de novo. Esperar. Evoluir.
E talvez o problema seja justamente esse: estamos colocando uma experiência de recompensa imediata para competir com uma atividade que exige anos de dedicação.
Os números já mostram sinais de alerta: quase 7 em cada 10 adolescentes brasileiros não atingem o nível recomendado de atividade física.
Isso não é apenas um problema para o futebol.
É um problema para a saúde, para o esporte e para a formação da próxima geração.
Porque talvez, daqui a alguns anos, a nossa maior dificuldade...
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