O acordo Mercosul-UE já está valendo. E muita carga brasileira vai continuar entrando na Europa pagando tarifa cheia.
O motivo não é falta de acordo. É que preferência tarifária não é automática. A alfândega europeia só aplica a tarifa reduzida se o importador pedir o tratamento preferencial, e ele só consegue pedir se você provar que o produto é originário. Sem prova de origem, o acordo simplesmente não existe para a sua operação.
O que mudou de verdade foi a forma de provar. Saiu o certificado emitido a cada embarque e entrou a autocertificação: o próprio exportador declara a origem na fatura comercial, com o texto padrão do acordo. Mais rápido e mais barato, sim. Só que sumiu junto o filtro que a entidade habilitada fazia na sua documentação. Agora a responsabilidade é inteiramente sua, a verificação pode ser aleatória e você precisa conseguir comprovar tudo por três anos.
Para dimensionar o que está em jogo: a carne bovina brasileira enfrenta hoje tarifas europeias que passam de...
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