O problema é que não existe política monetária capaz de trabalhar sozinha enquanto o fiscal corre na direção oposta.
O Banco Central tenta esfriar a economia com juros altos, enquanto o governo continua expandindo gasto, pressionando demanda, expectativas e prêmio de risco.
O resultado dessa gangorra é conhecido: inflação resistente, juros altos por mais tempo e uma economia cada vez mais estrangulada pelo custo do dinheiro.
E isso já começa a aparecer onde realmente dói.
Crédito corporativo no topo da série, capital de giro acima de 25%, inadimplência avançando e uma quantidade crescente de empresas entrando em recuperação judicial, reestruturação ou simplesmente quebrando.
Para a empresa, esse ambiente é péssimo. Para quem sabe analisar crédito, estrutura de capital, garantias e valor de recuperação, começa a surgir uma oportunidade enorme.
Bonds de empresas pressionadas passam a negociar com descontos violentos, muitas vezes precificando cenários piores do que aquilo que e...
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