Violência contra a mulher não pode ser notícia até a próxima tragédia.
O caso de Emiliane, uma jovem de apenas 24 anos, é daqueles que nos revoltam. Mas eu não quero que a nossa reação termine na indignação.
Quero que a gente fale sobre responsabilidade.
Uma mulher não deveria precisar chegar ao limite para ser ouvida. Não deveria precisar provar que está em perigo para encontrar proteção. E não deveria enfrentar sozinha um sistema que muitas vezes parece mais difícil de acessar justamente quando ela mais precisa de ajuda.
Violência doméstica não começa necessariamente com um soco.
Ela pode começar com uma senha exigida, uma roupa proibida, uma amizade afastada, uma ameaça disfarçada de ciúme, uma perseguição, uma chantagem, um medo que vai ocupando todos os espaços da vida.
E quando esses sinais aparecem, precisamos ter informação, acolhimento, proteção e políticas públicas funcionando de verdade.
Como mulher e como candidata a deputada estadual pelo Ceará, essa é uma das lutas...
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