A verdadeira jornada é voltar para si.
A falsa liberdade deixa marcas dentro da gente.
No começo, ela parece vida nova. Parece coragem, escolha própria, vontade de sair do lugar comum e provar que dá conta sozinho.
Foi assim com o filho pródigo. Ele olhou para a casa, para o pai, para a própria origem, e achou que tudo aquilo era pequeno demais para o que ele queria viver.
Ele saiu achando que estava indo atrás de liberdade.
E isso ainda acontece hoje.
A pessoa começa querendo mais. Mais vida, mais espaço, mais prazer, mais reconhecimento, mais sensação de controle. Em algum momento, ela enxerga uma versão de si que poderia existir, e depois que vê isso, não consegue simplesmente desver.
Só que existe uma diferença entre crescer e fugir.
Crescer exige coragem para sair do lugar comum sem abandonar quem você é. Fugir é tentar virar outra pessoa porque você não sabe lidar com o que sente.
O filho pródigo foi para longe, mas o maior afastamento não foi da casa. Foi de si mesmo.
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