No Gianicolo, em Roma, Anita é celebrada por uma estátua equestre frequentemente apontada como a única dedicada a uma mulher na Itália. E talvez nenhuma imagem pudesse representá-la melhor: a cavalo, armada e em movimento.
Em 1849, grávida, Anita volta a se juntar a Garibaldi na defesa da República Romana. Mas Roma cai. O que era batalha se transforma numa fuga desesperada rumo a Veneza, com os garibaldinos perseguidos por diferentes forças inimigas.
Para conseguir viajar sem chamar atenção, Anita corta os longos cabelos, veste roupas masculinas e segue a cavalo ao lado de Garibaldi. Não era uma mudança de estilo: era uma estratégia de sobrevivência.
Começava então a última e mais dramática travessia de Anita — por estradas, montanhas e pântanos, já exausta e cada vez mais doente.
E dessa vez, a fuga teria um preço definitivo.
📚 Para conhecer mais: A Guerrilheira, de João Felício dos Santos, e Travessia: A história de amor de Anita e Giuseppe Garibaldi, de Leticia Wierzchowski.
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