Quantas vezes você já disse: “Eu não gosto quando você fala comigo assim”, ouviu um pedido de desculpas e, dias depois, viveu a mesma cena?
Você explicou sua dor. A pessoa prometeu mudar. Depois, tudo voltou ao normal. Dentro dessa dinâmica, ficou registrado que o ciclo terminava com um pedido de desculpas, sem exigir mudança de comportamento.
Comportamentos que não encontram limites tendem a se repetir. Por medo de conflito, rejeição ou abandono, você se cala, releva e continua. Seu silêncio nasce como proteção, mas acaba mantendo o padrão que machuca você.
Um limite precisa de três elementos:
• Nomear o comportamento: “Eu não aceito que você grite comigo.”
• Informar sua decisão: “Se acontecer novamente, encerrarei a conversa.”
• Cumprir o que foi dito: afaste-se e retome o diálogo quando houver respeito.
Seu posicionamento não controla o outro. Ele define o acesso que essa pessoa terá à sua vida. Diante de ameaças, controle ou violência, preserve sua segurança e procure apoio...
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