Quem aprendeu que precisa merecer amor entra nos relacionamentos como quem disputa uma vaga. Entrega demais, tolera o que machuca, silencia suas necessidades e tenta se tornar indispensável. Tudo para evitar o medo de não ser escolhido.
Pense em uma menina que recebe carinho quando tira boas notas e obedece. Quando erra, a mãe a compara com a irmã. Quando chora, escuta que está dando trabalho. O pai, em alguns dias, demonstra afeto. Em outros, fica frio e distante. Essa criança não consegue compreender as limitações emocionais dos pais. Ela conclui: “Para receber amor, preciso acertar, agradar e não incomodar.”
Na vida adulta, essa aprendizagem reaparece. Ela se esforça para conquistar pessoas indisponíveis, aceita migalhas de atenção e sente que precisa provar o próprio valor. A instabilidade parece familiar. A rejeição desperta a antiga necessidade de tentar mais uma vez.
Você rompe esse ciclo quando deixa de negociar sua dignidade para manter alguém por perto. Antes de perguntar ...
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