Gerenciamento de risco vai muito além de falar que é um trade “1 pra 10”.
Aliás, essa talvez seja uma das formas mais rasas de falar sobre risco.
O sujeito decora risco-retorno, coloca um stop e acha que virou gestor de risco.
Não sabe medir correlação, concentração, volatilidade, liquidez, risco de base, gap, execução, modelo ou contraparte, mas fala de “arriscar 1%” como se isso resolvesse alguma coisa.
Você pode ter cinco posições diferentes e, na prática, estar fazendo a mesma aposta.
Pode ter um stop perfeitamente calculado e descobrir no estresse que não existe liquidez naquele preço.
Pode acertar a direção e perder dinheiro em opções. Pode ter um backtest excelente sustentado por premissas que nunca existiriam no mercado real.
Risco não é o número que você aceita perder antes de entrar. É entender todas as formas pelas quais você pode perder, como essas exposições se relacionam e o que acontece quando justamente aquilo que parecia improvável resolve acontecer ao mesm...
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