O imperador Cômodo não caiu porque lhe faltava poder.
Caiu porque passou a acreditar que o poder lhe pertencia.
Quando um governante começa a se enxergar acima das instituições, a crítica vira ameaça, o adversário vira inimigo e qualquer limite passa a ser tratado como obstáculo.
Roma descobriu isso há quase dois mil anos.
E talvez exista aqui uma reflexão importante para o Brasil.
Uma democracia não deveria depender de encontrarmos o homem perfeito. Ela deveria ser forte o suficiente para impedir que qualquer governante ou pessoa que esteja no poder, se torne maior que as instituições.
Porque políticos passam.
Governos passam.
Ideologias passam.
A República permanece.
O verdadeiro poder de uma sociedade não está em entregar poder ilimitado a alguém que pensa como ela.
Está em construir limites suficientemente fortes para também proteger o país quando alguém que pensa diferente chegar ao poder.
Cômodo confundiu autoridade com propriedade.
E a história deixou uma advertência:...
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