O que mais doía nesse pai não era saber que ia morrer.
Era imaginar o que aconteceria com o filho quando ele não estivesse mais aqui.
Jeon Gyeong-cheol era pai de Je-won, de 27 anos, que tem autismo severo e dependia intensamente de seus cuidados.
Ao receber o diagnóstico de câncer de fígado em estágio terminal, Jeon transformou o tempo que tinha em uma missão: encontrar um lugar onde o filho pudesse continuar sendo cuidado sem ele.
Durante mais de um ano, procurou cerca de mil instituições até que sua história chegou à televisão e a mobilização ajudou Je-won a conseguir um novo lugar para viver.
Por trás dessa história existe um código relacional profundo:
amar não é apenas cuidar enquanto estamos presentes. É também construir condições para que o outro continue amparado quando a nossa presença já não for possível.
Creio que uma das maneiras mais desafiadoras de amar seja exatamente essa: deixar de ser indispensável sem deixar o outro desamparado.
E há algo que não podemos ign...
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