O próximo gargalo do
#etanol de
#milho não está no grão. Pode estar no combustível que abastece as caldeiras.
O anúncio de uma nova usina chama atenção pelo investimento, pela capacidade de produção e pelo milho que será consumido. Mas existe outra cadeia que precisa estar preparada: a da biomassa.
Muitas plantas dedicadas ao milho utilizam cavaco de eucalipto e outras biomassas para gerar o vapor e a eletricidade necessários à operação.
E aí os calendários não coincidem: a indústria pode ficar pronta antes de a floresta atingir o ponto de corte.
Sem planejamento, o problema aparece na disputa por fornecedores, nas distâncias de transporte e no custo da energia.
Isso não significa que faltará biomassa em todas as regiões. Significa que o abastecimento precisa fazer parte do projeto desde o início.
Para a silvicultura, surge uma oportunidade. Mas ela depende de planejamento, produtividade, logística e contratos — não apenas de plantar árvores.
O crescimento das usinas precisa ser...