Até onde dá para ir para agradar o eleitor no curto prazo? A pergunta vale para qualquer governo.
Hoje o diesel da Petrobras está muito abaixo do custo de importação, com uma diferença que chegou a R$ 3,89 por litro, enquanto o governo criou subsídio para segurar parte desse choque.
No mesmo dia, o Bolsa Família recebeu reajuste de 15,04%, de R$ 600 para R$ 691, com impacto estimado em R$ 22,7 bilhões em 2027.
O governo diz que é reposição da inflação, eu aponto o calendário eleitoral.
E agora entra no debate a oferta de canetas emagrecedoras pelo SUS.
O problema não é diesel barato, Bolsa Família maior ou tratar obesidade.
O problema é fingir que benefício imediato não tem custo. Segurar combustível artificialmente pode afastar importadores e tornar a correção futura mais dolorosa.
Ampliar benefício permanente exige dinheiro permanente. Colocar GLP-1 no SUS exige definir quem recebe, quanto custa e como sustentar um tratamento que pode ser de longo prazo.
Política públi...
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