Tem gente que diz que quer paz no amor.
Mas, quando a paz chega, não sente nada.
E isso merece ser observado com mais profundidade.
Porque nem sempre escolhemos alguém apenas pelo que essa pessoa é.
Também podemos nos sentir atraídos pelo que aquela relação desperta emocionalmente em nós.
A espera pela mensagem.
A dúvida sobre o que o outro sente.
O alívio quando ele volta.
A sensação de finalmente ter conseguido sua atenção.
Quando isso se repete, intensidade pode começar a ser confundida com conexão.
E aí existe um detalhe importante:
Uma pessoa disponível pode parecer “sem graça” não necessariamente porque não existe compatibilidade, mas porque ela não provoca a mesma ativação emocional que relações anteriores provocavam.
Por isso, no meu trabalho, eu não olho apenas para a pergunta:
“Por que você escolhe pessoas assim?”
Eu procuro entender:
“O que esse tipo de relação desperta em você que, de alguma forma, já é emocionalmente familiar?”
É aí que muitos padrões começam ...
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