Os Estados Unidos acabaram de reservar uma parte estratégica das terras raras brasileiras.
A USA Rare Earth concluiu a compra da Serra Verde por cerca de US$ 2,8 bilhões.
E o governo americano colocou US$ 750 milhões numa estrutura criada para comprar 100% da produção da primeira fase da mina.
O motivo está no que sai de lá:
neodímio, praseodímio, disprósio e térbio.
Quatro elementos fundamentais para produzir os ímãs usados em motores de robôs, drones, veículos elétricos, equipamentos industriais e sistemas de defesa.
A Serra Verde é hoje a única operação em escala fora da Ásia produzindo os quatro.
Mas o ponto mais importante não é só tirar minério do chão.
É refinar.
A China ainda domina cerca de 85% do refino mundial de terras raras, e é aí que está boa parte do poder dessa cadeia.
O Brasil tem cerca de 21 milhões de toneladas em reservas — uma das maiores do planeta — mas produz uma fração pequena do mercado global.
A gente tem o recurso.
A disputa agora é sobre quem v...