Tem gente que faz do próprio trabalho uma extensão da alma, algo que revira por dentro e e muda a trajetória de todos. E quando essa pessoa é do Norte, eu sinto um orgulho a mais em contar essa história, em ter sido testemunha desse processo.
Conheço uma amazonida cujo trabalho mexe fundo no dia a dia de milhares de mulheres do norte do Brasil. Não é discurso de gabinete e a sete chaves: é gente que está presente, que toma decisão, que vai atrás e que não espera a poeira baixar. E foi desse jeito de estar no mundo, de estar na Amazônia, que nasceu um dos projetos mais importantes que já vi para proteger o que sobra depois da dor irreparável e traumática: os filhos que ficam quando uma mãe é assassinada por feminicídio.
O projeto se chama Órfãos do Feminicídio, criado em 2018 pela Defensoria Pública do Amazonas. E quem está à frente dele é a defensora pública Caroline Braz, a Carol Braz.
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